sexta-feira, 22 de maio de 2026

Esse vício não é seu!




Lendo alguns textos do Carl Jung, fico muito impressionado com a semelhança com as minhas escritas, pois nós dois temos exatamente o mesmo modo de pensar. Mas, como disse antes, não sou especialista do Carl Jung, mas a formação dele é a mesma do que a minha em filosofias orientais. Carl Jung estudou budismo, taoísmo e hinduísmo, e usou esses ensinamentos na sua psicólogia analítica.

O budismo nasceu do hinduísmo, os mestres do Sirdharta Gautama eram todos ascetas hindus. Depois monges indianos se espalharam por toda Ásia espalhando os seus ensinamentos. A Índia influenciou fortemente a China, os monges Shao Lin aprenderam a lutar com os indianos, e o mais famoso deles foi Bodhidharma.

Isso não aparece nas literaturas do ocidente, a Índia afirma que já dominou o mundo, dizendo que havia somente um idioma, uma só moeda, e uma só bandeira, que chama isso de Era Védica. Eles falam que já dominaram politicamente o mundo, que não foi somente cultural e religioso. É o que eles contam! 

O texto a seguir foi baseado em Carl Jung e Blavatsky, que fala sobre sombra, colonizador, pensamentos involuntários,  etc.

Tanto nos textos do Carl Jung, e Blavatsky falam a mesma coisa, sobre mente colonizada por entidades que as pessoas desconhecem, e acreditam que estão expandindo a consciência. O fiel ou devoto acreditam que são especiais, ungidos, escolhidos de Deus, e começam a ter visões, escutar vozes, faz viagem astral, etc, e pensam que estão evoluindo espiritualmente, mas na realidade estão enlouquecendo.

Essas coisas de viagem astral, telepatia, clarividência, etc realmente existem, mas são pouquíssimas pessoas que são capazes de desenvolver isso. Mas, como saber se quando é verdadeiro ou imaginação da pessoa? A resposta é simples, quando é verdadeiro a pessoa fica mais inteligente, sábia, mais lúcido e de aparência tranquila! Quando é imaginação, você percebe que a pessoa tem cara de perturbado mental, não fala coisa com coisa, só ela que fala e não deixa o outro falar, apresenta sintomas de doenças mentais. 

O que vejo mais na internet, pessoas vendendo curso de como expandir a consciência, Blavatsky chamava isso de "espiritualidade de mercado", vende uma falsa espiritualidade com fins financeiros. Para dizer a verdade, esse tipo de espiritualidade são financiado pelo próprio governo e grandes corporações, visando destruir a sociedade pelo invisível. 

Igrejas evangélicas são exemplos, pois quem financia essas igrejas é a própria CIA junto com a Mossad. A técnica consiste em manter o povo na ignorância e na pobreza, mas será recompensado depois da morte, indo diretamente para o Céu.

Então o religioso acredita que é especial, escolhido e ungido de Deus, mas na verdade está ficando louco. O fanatismo de um povo é de interesses dos poderosos, pois são as próprias elites do poder, que financia esses tipos de doutrina religiosa. 

De acordo com os sastras (doutrina hindú) o caminho espiritual não é fácil, como é vendido no ocidente, mas um caminho mais difíceis e mais perigosos que existem. Em muitos casos é melhor ser ateu, do que seguir o caminho espiritual de maneira errada, porque isso pode destruir a sua vida.

A minha escrita dirijo mais para os mais velhos, que já passaram dos 40 anos de idade, que já tem certa vivência na vida religiosa, mas perceberam que perderam tempo, não conquistaram nada, perdeu tudo, e ainda ficou perturbado da cabeça. Esses vão me entender! Agora quem está começando, vai ignorar o que estou falando! Para mim que tem 15 anos de religião são tudo novato! 

Os fanáticos possuem uma mente colonizada por entidades que desconhecem ou pela egregora da sua religião. Você não sabe, mas você está sendo feito de alimento energético para eles. As entidades e a egregora estão tentando te colonizar pedaço por pedaço, até que não reste mais nada do seu eu autêntico.

O pensamento involuntário quer colonizar a sua mente, a tal ponto destruir o seu verdadeiro Eu. É um invasor, que chega as terras desconhecidas destruindo tudo que vem pela frente. Se você ceder as tentações, isso pode ocasionar alívio temporário, mas depois volta dezenas de vezes mais forte. Você precisa ser resistente ao colonizador, não deve ceder as vontades deles, senão irá dominar totalmente a sua mente, corpo e a alma. Uma parte de você que precisa ser compreendida, confrontada e, por fim, transformada. A batalha já começou.

O colonizador funciona como mecanismo de sobrevivência, gerado por um trauma, ou seja, é você antigo, não se importando, e prejudicando o seu futuro. É uma parte de você, que ainda está sob forma primitiva, fazendo ter pensamentos involuntários. Uma parte de você quer, mas outra parte não, então sempre vive em constante conflitos internos, mas se resistir as tentações você vence, se ceder você perde, se tornando escravo do colonizador. A voz do consciente diminui, e a voz do invasor aumenta, toda as vezes que você cede, até controlar totalmente o seu corpo, mente e a alma.  

O vício de modo geral, principalmente da pornografia, domina o seu eu primitivo, que vai te sequestrando aos poucos destruindo a sua autoestima, reputação, carreira, relacionamentos, e principalmente sua saúde física e emocional. É um vício solitário, que te dá a falsa sensação de acompanhamento.

A mente humana é como software de computador, sempre tem de fazer atualização no software, desestalar o programa antigo, e colocar o programa atual. Os pensamentos involuntários é falta de atualização da mente, que atua nos seus pensamentos mais antigos. Toda vez que cede os vícios, você alimenta o programa antigo, enchendo cada vez mais de vírus. 

É por isso que o desejo é tão avassalador, porque parece que você vai morrer se não o satisfazer. Porque de uma forma muito real, uma parte da sua psique acredita que você vai morrer, se não ceder os pensamentos involuntários. A parte racional do seu cérebro sabe que isso é falso. 

Mas a parte racional não está no comando quando o desejo aparece. A parte antiga é. E está gritando por sobrevivência. O prazer e o êxtase como forma de destruição do Eu. Jung observou que pessoas envolvidas em vício frequentemente descrevem sentir-se possuídas. Isso é verdade, porque quantas vezes você não queria fazer uma coisa, mas uma força interna te obrigava a fazer aquilo que não queria, contra a sua vontade?

Reconhecer que o desejo não é inteiramente seu, não é uma desculpa. É o primeiro passo rumo à liberdade. Quando você entende que está sendo movido por forças maiores do que sua vontade individual, pode começar a se separar dessas forças.

Você pode observá-los sem se identificar com eles. Pode-se dizer, é o desejo falando, não eu. Esse é o cérebro antigo gritando por alívio, não meu desejo autêntico. 

Você deve não obedecer ao invasor, então você deve eliminar os desejos indesejados, para assumir a sua verdadeira identidade. Os vícios (até mesmo a pornografia) destrói a sua identidade, fazendo obedecer aos instintos mais baixos.

Carl Jung diz: "Se você se orgulha de ser forte e independente, a sombra vai garantir que seu vício te humilhe, reduza você à imploração e à dependência. Se você se vê como inteligente e no controle, a sombra vai te prender em comportamentos tão obviamente autodestrutivos que sua inteligência se torna uma tortura. Você vai se ver fazendo a mesma escolha estúpida repetidas vezes, plenamente consciente do que está fazendo, incapaz de parar".

O trabalho de integrar as partes rejeitadas de si mesmo de volta à totalidade. A sombra escolheu sua fraqueza não para te destruir, mas para mostrar onde você precisa crescer. A questão é se você tem coragem de olhar. Uma parte de você escolheu a destruição em vez da felicidade. Por quê? Jung diria que autossabotagem não é fraqueza ou estupidez. É uma forma de proteção. 

Quando me formei em teologia Taoísta, o mestre falava muito sobre o sabotador! Carl Jung chama de sombra, Blavatsky chama de colonizador, teosofia chama de arcontes, não importa o nome, mas sim as funções que exercem sobre você. O voz do sabotador é alto e claro: "Você não vai conseguir!", "Você é uma merda!", "Você é um fracassado!", e assim por diante. A voz da Consciência é baixa, então você deve ficar no isolamento e no silêncio para escutar a sua voz.

O Céu fala com você no silêncio, e não no barulho do dia a dia! O Céu não fala com você, quando está preocupado com a sua sobrevivência! O Céu nunca irá falar com você, quando estiver obedecendo ao colonizador! O Céu fala somente no silêncio, para isso o isolamento é a melhor forma de falar com o Céu.

Se você quer realmente se tornar uma pessoa melhor, você deve parar se encontrar atrás do seu vício, e começar a viver plenamente, sentir tudo e assumir responsabilidade da sua própria vida. As pessoas têm mais medo da própria luz do que a escuridão.

Muitas pessoas constroem a sua identidade em torno do seu sofrimento. Para muitos indivíduos, o sofrimento é a única identidade que possuem! Parecem que sentem orgulho do seu sofrimento, e pedem respeito das pessoas, porque sofreu muito na vida. Pedem até mesmo, que as pessoas tenham sentimento de pena sobre elas. Você nunca deve aceitar, que as pessoas tenham sentimento de pena sobre você!

Isso exige que deixemos de lado a identidade que construímos em torno do nosso sofrimento. Quem é você sem seu vício? Sem sua história de luta, dor e sobrevivência? Talvez você precise descobrir. Você pode ter que construir uma nova identidade do zero. No Taoísmo falava muito sobre isso, zera o cronômetro é recomeça do zero.

Carl Jung disse: "Você está permanecendo leal à história que contou a si mesmo sobre quem você é. E até que você desafie essa história, até que você desenterre essa crença e a examine à luz, você continuará destruindo tudo de bom que entra na sua vida. A sabotagem vai continuar até que você finalmente pergunte do que eu realmente tenho medo. E então tenha coragem de encarar a resposta". 

O vício (até mesmo da pornografia) impede de ser quem você realmente é, te dando uma identidade falsa, fazendo viver uma vida artificial, e não natural. Cada homem deve buscar a sua verdadeira essência espiritual. Cada trauma se forma uma identidade, que se torna quase impossível de superar. 

Jung entendeu: "Que a identidade não é fixa. Ela é construída a partir das histórias que contamos a nós mesmos, dos papéis que interpretamos, das máscaras que usamos. Mas uma vez que uma história se torna parte da sua identidade central, torna-se quase impossível mudá-la.

Porque mudar significa mudar quem você é no nível mais fundamental. Significa matar uma versão de si mesmo e renascer como alguém novo. Esse tipo de morte assusta mais as pessoas do que a morte física. Então eles se agarram à identidade, mesmo quando ela os está destruindo. Porque pelo menos ela é familiar. Pelo menos eles sabem quem são!". 

Márcio de Andrade 


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