Muitas pessoas se identificam com o blog Quebrando os Mitos, mas porque isso acontece, o que têm tão especial no blog que prende atenção dos leitores? Primeiro devo contar do porque escolhi esse nome “Quebrando os Mitos”, esse nome se originou quando estava na faculdade de jornalismo, quando uma professora de antropologia deu uma matéria sobre os mitos. O nome do livro era “O Mito do Superman”, que por coincidência essa professora era judia, que foi umas das minhas professoras quando estudava na sinagoga no início do ano 2000.
Lembram-se nos textos anteriores, sempre falei que foi no jornalismo, me ensinou como o mundo funciona, explicava tintin por tintin, como funcionava a sociedade e o mundo. Nesse mesmo período frequentava a Fundação Getúlio Vagas, localizado na Praia de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Nesse período participava das palestras, conferências, reuniões e principalmente assistia sempre às apresentações de mestrado e doutorado sobre administração pública. Tive contato com grandes economistas e aprendi muito os truques deles. A partir daí, estava começando a ter consciência de como funcionava a sociedade e o mundo.
Tinha um amigo na faculdade de jornalismo, sempre conversava sobre esses assuntos, falava muito das aulas da professora judia sobre os mitos, e relacionava com as aulas da Fundação Getúlio Vagas. A conversa vai, conversa vem, até surgir a expressão Quebrando os Mitos. A expressão surgiu, porque sei de assuntos que são desconhecidos para grande maioria da população brasileira, senti que poderia ser muito útil para as pessoas. Não somente isso, também existe uma dívida social, devido às merdas que a minha família fez no passado. Estaria sofrendo uma espécie de “maldição familiar”, que faço esse tipo de trabalho devido a merda que a minha família fez. Mas, isso é outro assunto.
A minha idéia principal foi seguinte: pegar as minhas experiências pessoais e fazer os leitores se identificar com os meus pensamentos e idéias! Pessoas que passaram pela mesma situação do que a minha, vão entender o que falo. A minha estratégia foi um processo de comunicação extremamente interessante, que foi transformar experiências pessoais em instrumentos de identificação coletiva.
A minha proposta não foi simplesmente contar a minha história, mas sim utilizar o que vivi como ponto de partida para abordar experiências humanas que outras pessoas também podem ter vivido. A estratégia funciona como experiência pessoal fazendo os leitores se identificar, pois não quero que concordem comigo, escrevo para se identificar com as minhas experiências. Em sequência trazer reflexão sobre o que estão lendo, a partir das minhas experiências. A universalização que identifica aspectos que não pertence exclusivamente a minha vida, mas à experiência humana. E no final, a identificação é quando o leitor reconhece algo da própria história nos textos.
Quando falo sobre rejeições, perdas, solidão, desilusões, etc, não estou falando somente de mim, mas sim da realidade humana, um assunto universal independente da cultura e idiomas. As experiências humanas são comuns, independente da cultura e idioma todos passam pela mesma coisa, em grau maiores ou menores. Não escrevo para ensinar, escrevo para vocês refletirem. Mesmo que vocês não concordem com as minhas interpretações, mas as experiências são as mesmas, por isso que vocês sempre visitam o blog.
O blog tem uma produção independente, escrevo o que quero, do jeito que quero, sem censuras, não precisando autorização de ninguém, de redator, chefes e assim por diante. Um trabalho de produção de “pensamento independente”, não aceitando informações prontas das religiões, instituições de ensino, centros acadêmicos, centros científicos e assim por diante. Nunca entregue a sua Consciência para alguém, sejam líderes religiosos, gurus, professores, cientistas e assim por diante, questione tudo, e aprende a pensar por si só. Conquiste a sua Consciência e nunca a entregue para alguém!
Muitas pessoas procuram respostas para questões da sociedade, por isso, muitas pessoas interessadas nas minhas escritas. Muitas pessoas também procuram saber quem sou eu! O blog Quebrando os Mitos tem uma identidade própria, aposto que é o único blog do mundo, que possui esses tipos de informações! Porque questiona às idéias estabelecidas, críticas severas às instituições religiosas e acadêmicas, linguagem provocadora, relatos de experiências pessoais, e defesa da autonomia de pensamento independente.
Os leitores estão interessadas no blog, porque reflete os seus pensamentos e vivências! As pessoas procuram conteúdos nos quais reconhecem pensamentos, idéias, dúvidas, e inquietações que já possuem, mas que nem sempre conseguem se expressar. O blog funciona um espelho intelectual para os leitores, se identificando com as idéias que correspondem àquilo que pensam, sentem representados encontrando idéias que correspondem aquilo que pensam, e no final confirmação ou confronto encontrando argumentos que reforçam ou desafiam as suas próprias convicções. O valor do Quebrando os Mitos não esteja apenas em transmitir idéias, mas expressa pensamentos que já existem silenciosamente na sociedade. Isso é uma característica interessante de um trabalho de comunicação: fazer o leitor pensar: “Alguém conseguiu expressar aquilo que eu próprio pensava!". O que fiz foi transformar experiências pessoais em instrumentos de identificação coletiva. O meu pensamento foi: “Transformar experiência individual em reflexões universais, permitindo que cada leitor encontre nelas uma parte da sua própria história,”. Por isso, você sente o blog está conversando com você! Mas, na verdade está falando diretamente com você!
Isso aprendi no jornalismo, usar uma linguagem que está conversando com os leitores! Não são textos, são diálogos escritos em forma de texto. Isso se chama “comunicação dialógica através da escrita”. O texto não é construído para transmitir informações! É construído para estabelecer uma relação com quem está a ler! As pessoas estão procurando respostas para questões da sociedade, por isso mostram interesses nas minhas investigações e criticas sobre a sociedade brasileira e mundial. Muitos querem saber quem é Marcio de Andrade, e do porque cheguei as tais conclusões. Por isso, os textos não são simplesmente textos, mas sim, provocar nos leitores uma sensação de conversa.
A narração da minha história e vivência objetiva mostrar aos leitores, tudo que falo é real, aprendi tudo na vivência, e não em teorias de livros, ou alguém falou para mim, por isso, vocês se identificam com as minhas narrativas. Às vezes vezes podem discordar das minhas interpretações, mas muitos já tiveram experiencias iguais ou parecidas das minhas. Desenvolvi uma reflexão que aproxima o assunto da realidade de outras pessoas, escrevendo de tal maneira que o leitor consiga participar mentalmente da conversa. O leitor não fica apenas recebendo as informações, começa a comparar o que esta lendo com a propria experiência.
Então existe uma questão técnica importante, tendo a capacidade de antecipar o pensamento do leitor. É como escrever imaginando as perguntas que você faria durante uma conversa. Ou seja, quando estou escrevendo, escrevo imaginando vocês fazendo as perguntas para mim, e apenas estou respondendo, dando nas escritas aspectos de diálogo. Quando expresso às minhas idéias, escrevo para não concordar comigo, mas sim, se identificarem com os textos, essa é a ideia central do blog Quebrando os Mitos. Não procuro necessariamente que o leitor aceite as minhas conclusões, o que procuro de verdade, que vocês reconheçam nos meus textos, alguma coisa relacionada com as suas vidas. Não é informação, mas sim identificação.
Isso pode gerar a concordância dizendo: "Penso da mesma maneira do Márcio!". Gerar identificação: "Já passei por isso, sei exatamente do que ele esta falando!". Reflexão:"Nunca tinha conseguido expressar essa experiência dessa maneira!". Então tem um elemento interessante, o leitor pode discordar das minhas interpretações, mas continuar sentir-se representado pelo texto. O leitor deixa de ser apenas destinatário da mensagem e passa a ser participante da reflexão. Não estou contando simplesmente a minha história! Estou utilizando a minha história como ponto de encontro com a histórias de outras pessoas. Não quero te convencer, mas permitir que reconheça nas minhas experiências e vivências, reflexões que refletem a historia da sua vida.
Quando estudava literatura na escola, e também participava de ciclos de leitura na Casa da Leitura em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, pude perceber que as experiencias humanas são parecidas, todos os seres humanos no mundo possuem a mesma história, a mesma paixão, o mesmo sofrimento em grau maior ou menor. Devido ao envolvimento com a literatura, acabei desenvolvendo essa percepção. O que identifiquei na literatura: "A universalidade das experiencias humanas!".
Um escritor pode viver uma experiência particular nem determinado país, numa determinada época, mas aquilo que escreve pode encontrar correspondencia na vida de pessoas de culturas completamente diferentes. Isso é a universalidade das experiencias humanas. O ser humano é somente um só, o que muda são apenas o idioma e a geografia, mas o sofrimento, perdas, rejeições, solidão, discriminações, etc, são iguais em todas as partes do mundo, por isso, que as experiências humanas são iguais ou parecidas. Lembro-me quando estava estudando para ser o monge budista, quando o mestre Budha disse que esse mundo é o Mundo do Sofrimento. Nos Vedas chama esse planeta de Planeta da Morte, cheio de misérias. Na cabala Qliphot chama esse mundo de "Excremento de Deus", "Fezes de Deus!", que estamos na pior parte da criação, referindo-se que estamos no esgoto do universo.
A literatura me ensinou a reconhecer experiências humanas em comuns. O jornalismo me ensinou como funciona o mundo e como comunicar com os leitores. As minhas experiências pessoais forneceram a matéria prima. Quebrando os Mitos tornou-se o espaço onde procura estabelecer essa identificação. Não precisamos de viver a mesma vida, para reconhecer a experiência do outro. Não quero me colocar acima do leitor, e nem transformar o blog num espaço de doutrinação. Criar uma ligação entre experiências humanas pelo meio da escrita. Esse é o coração do Quebrando os Mitos.
Conto uma experiência particular, mas vocês encontram nela uma experiencia universal. Não quero que concordem comigo, escrevo para que, ao lerem a minha história, possam reconhecer um pouco da vossa própria história. Isso é o verdadeiro eixo editorial do Quebrando os Mitos. A minha proposta não é simplesmente dizer: "Acreditem em mim, porque sou superior!". Mas, na verdade estou querendo dizer: "Eu já percorri um caminho que vocês ainda estão tentando compreender. Posso compartilhar aquilo que aprendi, mas o objetivo é que também desenvolvam a capacidade de encontrar o próprio caminho!".
Eu aprendi o Caminho, agora estou ensinando o Caminho. Não quero que vocês dependem sempre de mim, vocês têm que aprender a caminhar com as próprias pernas. O verdadeiro mestre não é aquele que faz os discípulos sempre dependerem dele, mas ao contrário, ensina os seus discípulos a andarem com as próprias pernas, sem depender do mestre.
Primeiramente a pessoa enfrenta um determinado tipo de sofrimento, depois procura compreender a origem desse sofrimento, aprende a lidar com as dificuldades, para encontrar um caminho para superar os obstáculos, para finalmente transmitir aquilo que aprendeu a outras pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes. O verdadeiro mestre não ensina os seus discípulos a dependerem da sua Consciência, mas faz os seus discípulos a desenvolverem a própria Consciência. Isso significa que deve aprender a pensar, questionar, raciocinar, investigar e construir as próprias conclusões. Não quero ter seguidores, não sou mestre de ninguém, e nem quero ser visto assim. Sou amigo que aprendeu o Caminho, e agora ensino o Caminho.
Quero que vocês encontrem nas minhas escritas, instrumentos para compreender as próprias experiências, superar as dificuldades e conquistar autonomia. Isso é diferente de exigir obediência ou submissão intelectual. Quebrando os Mitos está recebendo milhares de visitantes por dia, isso me deixa muito satisfeito, e gostaria de saber o que te trouxe até aqui, e porque gostam de ler os meus textos.
Um abraço a todos.
Marcio de Andrade.





